sábado, 24 de abril de 2010

Metáfora

Acabei de voltar do show do Gilberto Gil e uma música que foi tocada lá; tocou-me de um jeito especial; especialmente pelo jogo de palavras que ele usa... Eis a tal música.

Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

terça-feira, 2 de março de 2010

Imaginário de uma bêbado

Primeira vez que escrevei em um estado levemente embriagodo (desculpe-me pelos erros de português)...
Vamos ver que tipo de coisa pode sair disso...
Sempre dizem que os artistas que usavam drogas para compor/criar suas obras, pois é... Mas acabo de perceber que o álccol não é a melhor das drogas lícitas ou ilícitas para escrever algo, pois estou cometendo diversos erros de todos os tipos; logo acho que ele não é uma das melhores opições para expandir a mente e criar coisas criativas (só para avisar que não perderei tempo olhando este novamente hoje para ver se há algum erro drástico).
O pior é que não tenho a menor ideia do que escrever, pois estou sem assunto há bastante tempo (acho que a falta de assunto está me perseguindo desde que eu saí do Ensino Médio...
Bom,não faço a menor ideia do que estava falando anteriormente; estou apenas coneferindo os possíveis erros de concondância e de português que podem haver durante este pseudo-ensaio cultural de um desvairo completamente ilógico e irracional oriundo de umser completamente fora do seu eu mesmo do dia-a-dia...
Depois de passar duas horas sem tocar neste texto; estou nem um pouco a fim de escrever algo produtivo; então foda-se; irei lançá-lo deste jeito mesmo...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cuidados na sua profissão

Ano novo; textos novos e uma viagem de dezoito horas dentro de um busão me ajudaram a pensar neste texto... Este texto é estranho e não sei por que demônios pensei sobre este assunto e muito menos por que quis postá-lo; enfim vamos ao tal...

Bom, meu nome é Dedono Rego, sou proctologista há mais de dez anos. Obviamente, este não é o meu verdadeiro nome, mas é uma espécie de "nome artístico".
Além de fazer o maldito exame de toque; sou presidente e fundador da Associação Nacional dos Urologistas de Sergipe- ou seja- eu tomo conta da ANUS.
Confesso que esta área nunca me atraiu na época de faculdade, assim como grande parte dos estudantes de Medicina do Sergipe. Tanto é, que eu e os meus colegas de curso fizemos uma aposta para ver quantas pessoas iriam para essa área escrota da medicina. O bolão renderia mais de dez mil Reais (dava para montar uma clínica naquela época). Na hora de fazer a minha aposta, parei para pensar quantos poderiam ir para aquela área; eis que me lembro do viadinho da turma (não sou homofóbico, nem contra os gays) e acreditei piamente que ele iria seguir este rumo, logo apostei que apenas uma pessoa faria isso.
O resto vocês já podem imaginar; a grana era alta e eu tinha grandes chances de ganhar, porém teria que sacrificar um futuro brilhante na neurologia. Enfim, ganhei a aposta (ninguém tinha especificado que as pessoas participantes do bolão não poderiam estar envolvidas). Eu falhei tão grotescamente na minha avaliação sobre o "viadinho" que hoje em dia ele é um dos melhores ginecologistas do Estado, mas eu também não fico atrás, não. Sou o melhor da área que atuo e muitos pacientes afirmam que o meu exame não dói...
Baboseiras a perte, vou contar uma história que aconteceu com um colega de profissão meu...
Tá bem, aconteceu comigo mesmo... Estava eu pronto para começar "o" exame e eis que minha esposa (eu fui casado com este ser, mas depois nos separamos por motivos óbvios) me liga e diz que estourou a conta dos três cartões de crédito. Ela me deu essa bela notícia e desligou imediatamente. Eu fiquei tão nervoso que comecei o exame no paciente e nem vi que dedo eu tinha posto. Quando eu retiro o dedo, após uma leve reclamação de dor oriunda do paciente, percebo que estava sem luvas e constatei aterrorizado que a minha aliança não estava mais no meu dedo. Imediatemente, coloquei uma luva e pedi desculpas ao paciente, pois eu não tinha conseguido realizar o exame e que teria que fazê-lo novamente. Então, consegui tirar o anel e o paciente nem percebeu (ainda bem que era a primeira vez do cara e muito provavelmente deve ter sido a última). Este dia foi uma merda escrota! Melhor dizendo um cu escroto...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Possível último texto do ano...

Bom, o ano de 2009 passou voando ao meu ver e foi bem aproveitado também...
Nada melhor do que finalizar este ano que está a findar com uma viagem para descontrair e descansar deste árduo semestre de faculdade.
Enfim, Sábado fui ao último show do Móveis do ano de 2009 e confesso que achei este um dos melhores que já fui; poucas pessoas foram e o show ganhou um cárater mais intimista e eles tocaram na plateia mais de uma vez, sem contar que altas vezes eles improvisavam e pediam a maior participação do pessoal.
O público era tranquilo, não tinha aqueles que sempre vão por causa da rodinha Punk e não por causa da música...
É melhor parar de escrever, pois preciso ir descansar terei um dia inteiro de viagem de carro.


Viva 2009
Que venha 2010
Que o Arruda saía
Que o voto faça a diferença

Esteja à margem da margem de erro
Não deixe o próximo período de 365 dias
Limitar-se ao infinito como uma reles exponencial

domingo, 8 de novembro de 2009

Eu sei do que gosto

O gosto existe e difere através das pessoas e sabemos do que gostamos e gostamos do que sabemos também, pois o desconhecido assusta e amedronta os seres humanos. É raro uma pessoa gostar de uma coisa que viu pela primeira vez; tanto é que não acredito em amor à primeira vista, pois ao avistar alguém você pensa que gostou da pessoa, mas apenas a achou bonita; muitas vezes por ventura, esse sentimento inicial pode vir a ser uma paixão, mas não é algo que faria você fazer loucuras estapafúrdias para alcançar algo desconhecido logo de cara.
Existem tópicos que nunca deveríamos discutir, pois tem total relação com gostos, pois cada um tem o seu e ninguém pode contestar. Música, religião, política, futebol e afins devem ser discutidos, mas- em nenhum momento- deve-se tentar convencer a outra pessoa a mudar o seu gosto, pois é bem difícil.
Será que temos consciência de tudo que gostamos? Será que gostamos de tudo que temos consciência? A resposta é sim para ambas as perguntas... Pois se você gosta d’algo; este algo é de seu conhecimento e vice-versa, logo a recíproca é verdadeira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de finados

Pois é!!! Feriadão... Que coisa boa, né?
Muitos nem lembram o motivo deste feriado existir (não estou recriminando ninguém), mas devemos respeitar a paz de espírito que alguns tentam ter; afinal, uma perda é um baque incalculável e muitas vezes ninguém espera.
Morrer não deve ser bom, mas o que "te consola" é que ao menos duas vezes por ano terá uma visita. A não ser, que você tenha morrido no dia 2 de Novembro (uma puta ironia do destino morrer no dia dos mortos).
A morte é a certeza da vida; estamos fadados a isso! Não adianta ficar evitando tocar neste assunto; não adianta não pensar nela; não adianta ficar preocupado; não adianta fazer alguma coisa para mudar o que está selado.
Viva a vida da maneira que achar conveniente, faça coisas sem se arrepender, não se arrependa de não ter feita outras coisas... Enfim, para aqueles que continuam neste mundo louco, sigam na estrada, mas não dirija caso venha a ingerir bebidas alcoolizadas...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Espetáculo da certeza

1, 2, 3 testando...
1, 2, 3 áudio...
Som, som, som...
Ei, você aí da cabine pode me ouvir?
Responda se sim apagando e acendendo a luz!
Muito melhor agora...

Um show, não interessa de quê. Mentira, interessa. Está prestes a começar e todos se preparam para a entrada do público ansioso para o começo e para o grande final que dizem ser deveras triste. Este espetáculo nunca antes visto pode tomar qualquer rumo, pode dar certo, errado, nem feder, nem cheirar bem; pode ser um fiasco ou sucesso absoluto que renderia mais do que apenas notas de rodapé de jornais.
Ninguém sabe ao certo quantas pessoas participarão, pois depende unicamente e exclusivamente do andamento do mesmo, assim como o tempo de duração; ninguém sabe precisar, pois dependerá do andar da carruagem. Não se sabe se é um show ou uma peça de teatro ou um musical; alguns estão lá por acaso ou por que são parte fundamental para o andar da carruagem.
O final todos sabem, mas não sabem como ele se dará. Haverá uma morte ou até mais de uma para poder encerrar o ciclo e para que outras apresentações tomem lugar também, pois a vida é um ciclo que pode nem começar, mas findará certamente. E o cara da cabine pode ser até Deus!