sexta-feira, 24 de abril de 2009

Greve Geral

Greve Geral

Em um programa humorístico qualquer da televisão, surgiu um boato que todos os comediantes não fariam mais as pessoas rirem para poder esquecer-se das atribulações da vida. Uma semana depois, todos os comediantes do mundo uniram-se nesta luta e entraram em greve de riso, assim como os roteiristas dos comediantes. A população ficou fadada a viver sem as piadas desses profissionais. Então, o povo para amenizar a situação começou a tentar piadas por todos os lados. O mais cômico é que as pessoas não riam das piadas por melhores que fossem.
As pessoas ficaram cada vez mais lacônicas, introspectivas, rabugentas e ranzinzas. O caos estava instaurado no mundo. Tudo começou a andar fora dos eixos... Bandidos pararam de cometer crimes, policias cometiam crimes (partindo do pressuposto que não o faziam antes), empresários começaram a se suicidarem, os suicidas viraram os empresários mais ricos do milênio.
Por incrível que pareça, todos os filmes, livro ou qualquer coisa que não fosse humana que continham uma piada ou mais foram destruídas automaticamente pelos Homens ao não mais achar graça das coisas. Todas essas coisas foram queimadas em uma grande fogueira, até blogs, sítios entre outras coisas virtuais foram incineradas do mesmo modo, entretanto ao acessar estes materiais uma única imagem aparecia: a imagem da Grande fogueira surgia imponente nos computadores do mundo.
Então, o governo mundial proibiu o riso e quem gargalhasse, sofreria uma severa retaliação. Que seria: assistir ao Zorra total, à Praça é Nossa e ao Chaves por vinte e quatro horas ininterruptas (esses programas o governo adquiriu no mercado negro da comédia) até que o descumpridor da Lei não achasse mais graça nenhuma da vida.
Ninguém mais se lembrava do por quê aquilo começara. As cidades ficaram com aspecto mais sombrio, o dia parecia noite também. Muitos enlouqueceram, houve casos de pessoas que os cérebros fritaram internamente e caíram no meio da rua.
Eis que surge um livro no Mercado Negro, esse é o novo nome do Mercado Livre, conhecido como: “A Verdade- Retrato da sociedade atual”. Este livro virou febre mundial e o governo não pode conter a sua venda descriminada. Na primeira página do tal livro, tinha uma fotografia da grande fogueira. Depois, tinham 300 páginas em branco e - na última página deste livro- tinha uma notinha ao final da página com letras miúdas que apenas podiam ser lidas com o auxílio de uma lupa: “Peço desculpas por ter começado esta desgraça. Tudo não passou de um mal-entendido, brinquei com o fato de os comediantes entrarem em greve e todos acreditaram.
P.S: O pintinho não tinha cu, foi peidar e explodiu:”.
O mundo ficou revoltado com o livro, pois entendera a verdade, mas não conseguiram entender todo o título do livro, pois acharam que ficou faltando o “retrato da sociedade atual” e muito menos compreenderam a mensagem no final da nota de rodapé. Então, jogaram os seus livros na grande fogueira e o mundo continuou na mesma mesmo...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sem Título

Sem Título

Quando vejo este título em uma obra de arte fico possesso, pois o título é algo que o autor da dita cuja obra pode oferecer aos espectadores como base de entendimento da mesma, como o meu título refere-se completamente ao meu texto.
Muitas vezes, uma dúvida massacra o meu cérebro. Será que o autor não deu nome a sua criação, ou ele deu exatamente esse título, como fiz com meu trabalho?
Imaginem se a Mona Lisa não se chamasse Mona Lisa e sim Sem título, como este quadro teria perpetuado-se tanto como símbolo do Renascimento, pois se alguém perguntasse-lhes qual é o retrato mais famoso do movimento Renascentista. Vocês responderiam com o mesmo vigor e convicção? “Sem título!” Confesso que acharia um tanto quanto bizarro esse tipo de resposta.
Concordo, em até certo ponto, que o desenvolvedor da obra para realçar o conteúdo e o tema opte por excluir o nome evitando “colocar um holofote” nesse espaço, onde há uma busca pela interação do espectador com a obra.
A arte não é tão mutável quanto se pensa, pois tudo não passa de uma crítica ou exposição de algo já antes posto, este tema antes posto não passava de uma crítica ou exposição de algo anterior, ou seja, é um ciclo não tão perfeito. Sem contar com as repetições de movimentos, inundando nosso vocabulário de “neos”. Quem sabe se em um futuro próximo tivermos um Neorenascimento, onde possamos pintar, pensar, desenvolver com racionalmente novamente pinturas tão exatas como as de Da Vinci, Rafael, Caravaggio (Ele é Barroco, eu sei, mas também pintava com maestria, não que eu seja contra à Arte Moderna, pelo contrário, mas o Renascimento agrada-me muito mais) nomeando-as com tão singelo título de: “Sem Título”, ou sejamos mais criativos, “Sem Nome” é diferente e tão impactante quanto este título da discórdia.

Para aqueles que estavam sentindo falta de textos, eis um aí. O desafio do post anterior continua. Algumas bandas e personalidades da música foram descobertas, mas ainda há músicas para serem descobertas e mais de outros. Vide os comentários do post anterior. Se quiserem dicas é só pedir...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

As águias e os Matadores

Bom, eu sei que já postei este "poema"-estória no outro blog, mas este tem uma atualização. Tente advinhar as bandas ou pessoas e as músicas nele contidos...

As águias e os Matadores

Abram as portas palacianas,
Pois a rainha deseja passar.
Na mão direita, uma arma e
Na mão esquerda, uma rosa.
Trajando um vestido roxo profundo
E ao avistar um Zepelim de chumbo, pergunta aos quatro ventos:
“Diga-me quem você é”
A resposta vem do alto
“Não somos um, somos todos outros titãs e
Vamos esmagar teu reino de abóbora como pedras rolantes”

Exasperada, a rainha chama seus heróis.
Chamados João e Paulo, mas eles sozinhos não triunfaram
Então, chamaram a legião urbana com foices e martelos
Para lutar, mas de nada adiantou; então chamaram
Um tal de Chico e a sua Geni para tudo resolver...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Discurso de um Ditador

Discurso de um ditador

Povo que estimo!
Estamos aqui para adorar-me.
Não pelo que sou,
Mas pelo que fiz!
Vejam que sociedade linda!
Sem aquela escória pejorativa!
Vocês são o que há de melhor e normal!
Como agradecimento,
Quero ser o Rei deste Novo Mundo,
Pois sou unificador e muitos
Dentre vós possuem características parecidas com as minhas:
São deficientes, leprosos, dementes!
Agora, nós somos os normais desta sociedade!

A ideia deste pseudo-poema surgiu depois que assisti ao filme do Pink Floyd "The Wall"; esta é uma situação do filme, mas em nenhum momento estas palavras são citadas!

sábado, 4 de abril de 2009

Moralidade Universal Natural Das Origens

Este foi o primeiro poema que escrevi no meu criativo ano de 2008...

Moralidade Universal Natural Das Origens

Ciclo, círculos, esferas
Contestar, questionar, criticar
Querer, ter, ser comum
Buscar, mudar, perceber

Crítica da crítica
Infinito Simbólico
Rotatividade e relatividade
Translatividade

Razão, emoção, expressão
Tudo o que sobe
Também desce
Realidade, idealização
Começo do Fim
Fim do Começo
FIM!

domingo, 29 de março de 2009

Busca Infindável

O ócio está muito grande aqui e agora, o jogo do Brasil não está tão interessante assim, mas não é somente por isso que decidi postar hoje. Deu na telha, farei-o quando quiser e você não tem nada a ver com isso! Mostrarei hoje um poema que fiz no ano passado. Bons tempos, boas coisas...

Busca Infindável

Soam, toam, retumbam
Os sinos da Marília de Dirceu.
Bucolismo dos aspectos
Aproveito o dia, como se fosse o último.
Mas, você, eu não alcanço

Estúpidos são os que morrem por amor,
Pois a completude da morte impede
o encontro terreno das almas complementares
Ah! Morrer de amor!
Que ato mais platônico

O amor não pode ser explicado,
Entretanto sentido

Via Crucis, os amantes percorrem.
Mas não querem a Cruz,
Querem ressuscitar e ascender
ao Reino do Amor!

Não sou muito de comentar os comentários, por isso não se sinta ofendida, Mari, por não comentar, mas agradeço muito pelo apoio (Isso que acabei de fazer foi uma forma de cometar, mas era para ser sutil sem estes parênteses)

sexta-feira, 27 de março de 2009

A importância das reticências

A idéia deste texto surgiu ao ler um texto de um blog sobre a trema e a mudança ortográfica. Mas este meu texto não tem nada correlacionado com a nova ética da escrita do cóloquio nacional, mas sim de um estilo peculiar de usá-lo...

A importância das Reticências...

Ao meu uso, reticências são tudo! Podem ser usadas em qualquer situação, não em ocasiões de querer dar uma impressão de continuidade apenas. Com reticências, posso findar algo que não precisa de complemento, mas as reticências tornam-se três pontos finais; dando muito mais ênfase ao meu final.

Ok, eu viajei muito na minha última sentença. Mas reticências devem ser usadas com carinho, pois sua banalização ocorre facilmente, assim como, o enjoo (o que fizeram com o acento...?) de seu uso corriqueiro, mas sou, totalmente, favorável ao seu uso em diálogos, pois uma conversa quase nunca tem um ponto final. Você manda uma mensagem e coloca as reticências, para dar continuidade ao assunto e esperar a contra-resposta.

Ahá! Dirão os que prestaram atenção ao meu pseudo discurso desde o começo... Logo, falarão: “Então, o seu uso mais corriqueiro das reticências é para dar continuidade a algo! Você está se contradizendo ao dizer que elas não são utilizadas somente para continuar algo; se você as usa com este propósito com muito fervor”

Sim, sim, caro crédulo, eu uso mais os “três pontinhos” para tal finalidade supracitada acima, mas admiro o uso de tal artifício gramatical em outras finalidades que todos podemos usar sem perceber. Não consigo dar exemplos agora, pois não sou especialista em Gramática e muito menos em Reticências, sou um fã incondicional dela, uso-a com emoção e sentimento. Sei que este meu texto aparenta ser muito denotativo, mas não é preciso da conotação para expor sentimentos, as palavras falam por si só, não interessa como estão escritas.

Para não ter que findar o meu texto- vide o último período do texto- com um ponto final...