A fama, em geral, pode ser bem bacana: ser reconhecido na rua, tirarem fotos com você, falarem que você é foda. Sim, isto é muito legal, entrementes há diversos tipos de celebridades: os famosos miojo (instantâneos) e os que são famosos pelo simples fato de serem bons no que fazem (não estou desmerecendo o fato de aparecer em um Big Brother da vida e posar nua em uma revista masculina. Mentira, estou sim.). Por exemplo, a Fernanda Montenegro; ela não precisa trocar de marido a cada semana para aparecer na mídia, ela não precisa fazer reconstrução do hímen para satisfazer o maridão e de quebra aparecer no superpop! Então, por que diabos esta pessoa é famosa? Pelo “simples” fato de quase ter ganhado um Oscar de melhor atriz, isso é um feito histórico para o cinema nacional.
Aquela atriz que ganhou o festival de Cannes como melhor atriz no filme “Linha de Passe” mereceu este Prêmio, mas tinham personagens melhores naquele enredo; qualquer um dos filhos dela merecia o devido respeito da crítica especializada. Sabe de uma coisa interessante e talvez até irônica? Quem é o diretor e um dos atores de Central do Brasil e Linha de Passe? Walter Salles é a resposta, assim como Vinícius de Oliveira- sim, o menino que vê sua mãe ser atropelada no filme “Central do Brasil”- adivinhem as categorias que estes dois filmes concorreram? Melhor filme e melhor atriz, entretanto foram em festivais diferentes.
O que me faz pensar em uma coisa, será que os filmes brasileiros “bons para estrangeiros verem” são aqueles que apenas retratam a nossa pobreza e histórias de batalha na vida? Será que nunca deixaremos de fazer aquilo de Guimarães Rosa já fazia no Regionalismo Moderno, assim como Glaúber Rocha fez no Cinema Novo?
Somos um povo criativo, mas parece que só podemos fazer isso, ou aquelas comédias- ora românticas- com artistas globais. Eu acho trágico que pessoas se surpreendam com o filme “Cidade de Deus”, muitas das coisas que lá estão passam no Jornal Nacional em horário Nobre! Chegamos a um ponto que a violência e a pobreza são banais na TV ou nos jornais; isso também está acontecendo no cinema nacional e internacional até (Quem quer ser um milionário está aí para provar que mostrar pobreza vende).
Acabei fugindo um pouco do tema fama, mas creio que este texto ia parecer uma coluna de fofocas, logo foi apenas uma faísca para o resto do texto...
sábado, 8 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Niilismo por acaso
Podre, oco, subversivo
Vamos quebrá-los
Como se faz com os ídolos
Reacionários putréficos
Limpeza do Sistema
Revolução é o caralho!
Foda-se o caos!
Dane-se o dinheiro!
Deitar-nos-emos em silêncio
Seres minúsculos
Tornar-nos-ão podres
Onde findaremos como
Organismos no real sentido,
De seu termo.
Vamos quebrá-los
Como se faz com os ídolos
Reacionários putréficos
Limpeza do Sistema
Revolução é o caralho!
Foda-se o caos!
Dane-se o dinheiro!
Deitar-nos-emos em silêncio
Seres minúsculos
Tornar-nos-ão podres
Onde findaremos como
Organismos no real sentido,
De seu termo.
sábado, 25 de julho de 2009
Na Estrada Novamente
Estou à procura.
Não de um cálice sagrado,
Mas de uma cura.
Talvez, eu seja um malogrado
Que nunca há de achar
O tão almejado par...
Busca infindável...
Mas alcançável.
Escrever não me fará achar-te.
Quando te ver pela primeira vez,
Espero não ser em um encarte,
Pois não quero um revés
De ver e não ser visto de novo.
Não de um cálice sagrado,
Mas de uma cura.
Talvez, eu seja um malogrado
Que nunca há de achar
O tão almejado par...
Busca infindável...
Mas alcançável.
Escrever não me fará achar-te.
Quando te ver pela primeira vez,
Espero não ser em um encarte,
Pois não quero um revés
De ver e não ser visto de novo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
“Nas favelas do Cerrado, ‘sujeira’ prá todo lado”
Ambientalismo, sim, este é um assunto muito comum na imprensa, nas escolas, nos vestibulares e etc. Porém, o conhecimento acerca deste assunto – principalmente pelas pessoas com maior instrução e condições- aparenta ser jogado no lixo, melhor dizendo, jogado no chão em frente aos colégios; liberado como esgoto no lago Paranoá.
Algumas pessoas têm consciência ambiental e pelo amor de “Zeus” não se sintam solitárias nesta causa, pois – finalmente- a martelação da mídia serviu para algo de útil. Vamos pegar esses ensinamentos e utilizá-los de forma respeitosa, não faça de seu professor um simplório “cantor de churrascaria”; absorva o que ele diz, o que a Fátima Bernades diz; “coma-os” se preciso for. Volto a clamar: Não jogue sua iluminação pela janela, assim como fizeram com a filha do Nardoni.
Mas para mudar o mundo, é necessária uma mudança interna. Pequenos atos cívicos são fundamentais; jogue o lixo no lixo, economize água, evite pegar sacos plásticos demasiadamente (a padaria é na esquina, logo para que diabos pegar sacola plástica para carregar dois pães), estes tipos de ações que deveríamos estar carecas de saber, muitas vezes, deixamos de fazer por conveniência, pois é muito mais prático jogar papel no chão para “garantir o emprego dos garis”; pelo amor de Alá, eles limpam a calçada de folhas secas e poeira e não nossas fezes.
Vou findar este texto com outro motivo de profilaxia da poluição: vivemos em um mundo capitalista! Revoluções, nesse instante, seriam ineficientes. Pergunta simples e besta: “Por que acumular bens se vamos morrer?” Muitos respondem: “Para deixar para os meus herdeiros!” Pois se queremos que herdem algo, deixemos- ao menos- um mundo habitável para os mesmos.
Algumas pessoas têm consciência ambiental e pelo amor de “Zeus” não se sintam solitárias nesta causa, pois – finalmente- a martelação da mídia serviu para algo de útil. Vamos pegar esses ensinamentos e utilizá-los de forma respeitosa, não faça de seu professor um simplório “cantor de churrascaria”; absorva o que ele diz, o que a Fátima Bernades diz; “coma-os” se preciso for. Volto a clamar: Não jogue sua iluminação pela janela, assim como fizeram com a filha do Nardoni.
Mas para mudar o mundo, é necessária uma mudança interna. Pequenos atos cívicos são fundamentais; jogue o lixo no lixo, economize água, evite pegar sacos plásticos demasiadamente (a padaria é na esquina, logo para que diabos pegar sacola plástica para carregar dois pães), estes tipos de ações que deveríamos estar carecas de saber, muitas vezes, deixamos de fazer por conveniência, pois é muito mais prático jogar papel no chão para “garantir o emprego dos garis”; pelo amor de Alá, eles limpam a calçada de folhas secas e poeira e não nossas fezes.
Vou findar este texto com outro motivo de profilaxia da poluição: vivemos em um mundo capitalista! Revoluções, nesse instante, seriam ineficientes. Pergunta simples e besta: “Por que acumular bens se vamos morrer?” Muitos respondem: “Para deixar para os meus herdeiros!” Pois se queremos que herdem algo, deixemos- ao menos- um mundo habitável para os mesmos.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Compreendam o tempo
Tempo. Eis uma coisa que não podemos tanger facilmente; ora ele sobra, ora ele falta. O mais engraçado é que quando falta tempo, reclamamos excessivamente que não temos tempo para fazer tudo que queremos e quando sobra tempo, reclamos que estamos vivendo no ócio. Nós, seres humanos- creio- que servimos apenas para reclamar e para achar que tudo está fora de seu eixo natural .
Perda de tempo, um conceito inútil; pois o que pode ser um desperdício para um, pode não ser para outrem. Enfim, o tempo passa rapidamente e ele não se interessa se você o aproveitou bem ou não; convenhamos que seria inóspito o tempo parar para perguntar se cada conseguiu aproveitá-lo.
Com o tempo, muitas coisas mudam: pensamentos; pessoas; modas; tendências; governantes; a água dos rios; o seu presente e futuro. Até o tempo- o senhor que rege os períodos de claridade e escuridão- não é imutável, pois ele muda a cada segundo; os ponteiros do relógio giram sem parar. Entretanto o jeito de passar é peculiar e imutável, ele passa simplesmente; seja rápido ou devagar, ele passará. Não tente entendê-lo, deixe-o fazer a sua obrigação e vá fazer as suas...
Perda de tempo, um conceito inútil; pois o que pode ser um desperdício para um, pode não ser para outrem. Enfim, o tempo passa rapidamente e ele não se interessa se você o aproveitou bem ou não; convenhamos que seria inóspito o tempo parar para perguntar se cada conseguiu aproveitá-lo.
Com o tempo, muitas coisas mudam: pensamentos; pessoas; modas; tendências; governantes; a água dos rios; o seu presente e futuro. Até o tempo- o senhor que rege os períodos de claridade e escuridão- não é imutável, pois ele muda a cada segundo; os ponteiros do relógio giram sem parar. Entretanto o jeito de passar é peculiar e imutável, ele passa simplesmente; seja rápido ou devagar, ele passará. Não tente entendê-lo, deixe-o fazer a sua obrigação e vá fazer as suas...
sábado, 27 de junho de 2009
Rotina
Rotina (Não vejo título mais apropriado a esta composição)
Escovar os dentes
Ir ao trabalho no mesmo horário
Almoçar a mesma comida
Chegar à casa e assistir à TV
E gozar trôpego e rápido
No corpo de sua amada
Assim descansa...
Para, no dia seguinte,
Repetir tudo novamente
E maquinalmente
Assim, a felicidade vem
Em pequenas situações extracotidianas.
Escovar os dentes
Ir ao trabalho no mesmo horário
Almoçar a mesma comida
Chegar à casa e assistir à TV
E gozar trôpego e rápido
No corpo de sua amada
Assim descansa...
Para, no dia seguinte,
Repetir tudo novamente
E maquinalmente
Assim, a felicidade vem
Em pequenas situações extracotidianas.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Antropofagia Ufanista
Antropofagia Ufanista
Pátria, minha, idolatrada
Com riquezas mil
Neste céu azul anil
Ò pátria, esquecida por todos.
Lembramo-nos dela somente
Em um dia específico
Não me excluo deste contingente
Nossa história é bela,
Contudo preferem a Geral
Monótona pode até ser.
Mas pertence-nos.
Cultura, nós temos,
Como existe em qualquer outro lugar.
A massa a produziu;
A elite se omitiu
E vangloriou o externo.
Devemos apreciar o não-nacional,
Sem nos esquecermos do que daqui nasceu.
Pátria, minha, idolatrada
Com riquezas mil
Neste céu azul anil
Ò pátria, esquecida por todos.
Lembramo-nos dela somente
Em um dia específico
Não me excluo deste contingente
Nossa história é bela,
Contudo preferem a Geral
Monótona pode até ser.
Mas pertence-nos.
Cultura, nós temos,
Como existe em qualquer outro lugar.
A massa a produziu;
A elite se omitiu
E vangloriou o externo.
Devemos apreciar o não-nacional,
Sem nos esquecermos do que daqui nasceu.
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